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domingo, 2 de outubro de 2011

RICARDO JACINTO E CELSO MARTINS

Dois oradores que estarão presentes no última dia, na conferência Em nome das artes ou em nome dos públicos?.


Ricardo Jacinto

Artista interdisciplinar, formado em arquitectura, escultura e música. Tem vindo a apresentar o seu trabalhado em exposições, concertos e performances.
Colabora intensamente com outros artistas plásticos, coreógrafos e músicos.


Celso Martins


Crítico de arte no Jornal Expresso desde 1995, é professor de Teoria da Arte na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. Foi consultor para as artes plásticas do programa Magazine Artes do Canal 2 e publicou inúmeros textos em catálogos de artistas.



Ricardo Jacinto irá participar numa sessão de debate com Stela Barbieri. Celso Martins estará a mediar o debate. Dia 15 de Dezembro!

STELA BARBIERI

Stela Barbieri, artista plástica, educadora e contadora de histórias. Curadora do projecto educativo da 29.ª Bienal de Arte de São Paulo, é directora da Acção Educativa do Instituto Tomie Ohtake, responsável pela coordenação geral de cursos de formação de professores, equipa de atendimento ao público e publicações de apoio às exposições, além de cursos das várias linguagens artísticas para público em geral e especializado.
Educadora há 18 anos na Escola Experimental Vera Cruz, actualmente assessora de artes do nível I. Assessora também na área de artes, na Escola Castanheiras. Participou durante sete anos no projecto "Escola que Vale", na ONG CEDAC (Centro de Educação e Documentação para Acção Comunitária), desenvolvendo oficinas de artes em várias regiões do país para professores de escola pública.

Realiza apresentações de contos da tradição oral e já participou num espectáculo na Sala São Paulo com a Orquestra Popular de Câmara. Assessora em arte educação do projecto Escola no Cinema do Espaço Unibanco de Cinema há onze anos.

A partir de 1990, Stela Barbieri começou a expor profissionalmente, e regularmente em espaços institucionais como museus e centros culturais no Brasil e no exterior.

Se quiser conhecer um pouco melhor Stela Barbieri, não deixe de visitar a sua página! Stela Barbieri estará nos três dias da Conferência Internacional!

ANTIMUSEO

Trata-se de um projecto curatorial que trabalha sobre os mecanismos de legitimação da obra de arte, sobre os limites das instituições artísticas e sobre o processo social a partir do qual se produz o valor simbólico e económico das obras de arte. Será outro dos oradores que participará nesta conferência internacional de 2011.

Mais informações, aqui!

MARIA VLACHOU


Membro-fundador do GAM e dos Corpos Gerentes do ICOM Portugal e Mestre em Museum Studies pela University College de Londres, é actualmente Directora de Comunicação do São Luiz Teatro Municipal.
Consulte o seu notável blogue aqui.

HELENA MARUJO





Professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, tem ministrado aulas na Universidade do Minho e na Universidade Católica Portuguesa. Doutorada em Psicologia, foi Visiting Researcher na Universidade de Massachusetts, tendo sido bolseira Fullbright.
Exerce funções de supervisão clínica junto de finalistas do Mestrado Integrado em Psicologia que efectuam estágios em contextos onde a exclusão social e a pobreza são norma. Orienta teses de mestrado e doutoramento em áreas da Psicologia Positiva. É formadora creditada com vasta experiência na Formação de professores, educadores, pais e psicólogos.

Tem desenvolvido palestras e acções formativas por todo o país e no estrangeiro. Tem coordenado Projectos de Investigação e de Investigação-Acção sendo membro do Centro de Investigação em Psicologia. É membro fundador da Associação Portuguesa de Estudos e Intervenções em Psicologia Positiva e do Board of Directors da International Positive Psychology Association. É membro do CEFOS – Centro de Formação e Observatório Social do Instituto de Acção Social da Região Autónoma dos Açores.

Autora de diversos artigos científicos e livros de divulgação, Helena Marujo é ainda colaboradora residente semanal no programa da RTP2, Sociedade Civil.

Estará presente na conferência dia 15 de Dezembro!

ELISA MARQUES

A Conferência Internacional Em nome das artes ou em nome dos públicos em Dezembro, na Culturgest, também contará com a presença de ELISA MARQUES!

Doutoranda em Ciências da Educação (Especialidade em Educação e Desenvolvimento pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa), é autora de vários artigos e publicações no domínio da Educação e da Arte, destacando-se a autoria de Trans(Formar) o Olhar e a co-autoria do Primeiro Olhar - Programa Integrado de Artes Visuais da Fundação Calouste Gulbenkian.

Formadora durante vários anos no Centro Artístico Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian, nas áreas da Pedagogia e da Arte. Foi ainda investigadora do grupo Investigação e Desenvolvimento Estético na Fundação Calouste Gulbenkian e na da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL. Foi também supervisora pedagógica de vários programas de investigação - acção no domínio da Arte e Educação e de uma série televisiva para crianças.

Elisa Marques é actualmente a coordenadora do Programa de Educação Estética e Artística do Ministério da Educação.

Não perca Elisa Marques na Conferência Internacional que se realizará na Culturgest de Lisboa, em Dezembro!

CECA-ICOM



Comité para a Educação e Acção Cultural do ICOM é um dos antigos comités internacionais do ICOM e um dos maiores, com cerca de 1000 membros e distribuído por 70 países (incluindo Portugal).


O Conselho Internacional de Museus (ICOM) é uma organização de profissionais de museus comprometidos com a conservação, estudo e comunicação para a sociedade do património natural e cultural do mundo, sendo este último tangível ou intangível. Criado em 1946, ICOM é uma organização não-governamental, mantém relações formais com a UNESCO, e tem um estatuto consultivo junto do Conselho Económico e Social das Nações Unidas. ICOM reúne cerca de 20 000 membros de 140 países, com os órgãos componentes principais, incluindo 114 Comités Nacionais e 30 Comités Internacionais.

As Comissões Nacionais são os principais instrumentos de comunicação entre ICOM e seus membros. Dentro de cada país, o Comité Nacional assegura a gestão dos interesses ICOM, representa os seus membros dentro do ICOM e ajuda a implementar o programa do ICOM.

Cada Comité Internacional é dedicado ao estudo de um determinado tipo de museu ou uma disciplina relacionada com museus._ Permite atingir os objectivos principais do ICOM: o intercâmbio de informações científicas a nível internacional, o desenvolvimento de padrões profissionais, a adopção de normas e recomendações, e a realização de projectos colaborativos.




Não perca! CECA-ICOM na conferência internacional na Culturgest!

Veja o site oficial, aqui.

JOHN H. FALK


Outro dos principais oradores desta conferência é doutorado em Biologia e Educação pela Universidade da Califórnia, onde trabalhou no Instituto Smithsonian durante 14 anos na área da educação, e ocupou altos cargos, incluindo: Assistente Especial do Secretário-Adjunto de Pesquisa; Director do Escritório Smithsonian de Pesquisas Educacionais e Director Adjunto da Educação da Chesapeake Bay Center for Environmental Studies. John H. Falk é autor de mais de 90 artigos académicos e capítulos na área da Biologia, Psicologia e Educação. Juntamente com Lynn Dierking é autor de livros emblemáticos para a educação em museus e para a análise da experiência do visitante como:

The Museum Experience e Learning from Museums: Visitor experiences and the making of meaning

FERNANDO HERNÁNDEZ


Conheça um pouco melhor o orador Fernando Hernández!
Doutorado em Psicologia e Professor de História da Educação Artística e Psicologia da Arte na Univerdade de Barcelona.

As suas ideias são baseadas em Jonh Dewey (1859-1952) - filósofo e pedagogon norte-americano que defendia a relação da escola com a vida e com a sociedade, dos meios com os fins e da teoria com a prática.




    John Dewey (1859 - 1952)


Considerado herdeiro de Dewey, o autor diferencia os Projectos de trabalho das Pedagogias de projecto da década de 20. Explica que a diferença fundamental é o contexto histórico.

“A pedagogia de projetos surge nos anos 20 e projecto de trabalho surge nos anos 80. Além disso, os princípios são diferentes. A pedagogia de projectos trabalhava num modelo fordista, que preparava as crianças apenas para o trabalho na fábrica, sem incorporar aspectos da realidade quotidiana dentro da escola. Os projectos de trabalho tentam uma aproximação da escola com o aluno e se vinculam muito à pesquisa sobre algo emergente. Eu não digo que uma coisa é melhor que outra mas sim que são diferentes. É importante que isso fique claro” (Revista Nova Escola, nº. 154, 2002).
Hernandez afirma que os projectos de trabalho contribuem para a formação dos discentes auxiliando na aprendizagem, uma vez que eles passam a participar no processo de ensino-aprendizagem. Neste sentido, ressalta: "os Projectos de Trabalho contribuem para uma resignificação dos espaços de aprendizagem de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos activos, reflexivos, actuantes e participantes" (HERNÁNDEZ, 1998).

[Queira conhecer um pouco melhor o nosso orador aqui, através de uma entrevista cedida para a Nova Escola]

SOFIA NEUPARTH

Investigadora, professora de corpo e criadora, seguiu um percurso de crescimento artístico próprio, tendo tido a oportunidade de desenvolver trabalho com formadores, criadores e pensadores como Simone Forti, Steve Paxton, Tony Hulbert, Mary Fulkerson, Peter Hulton, Bonnie Cohen, Bragança de Miranda ou José Gil, fundamentando o seu desenvolvimento em profundidade na relação que estabelece com as pessoas que cruza oriundas das mais diversas realidades culturais ou sociais.

Professora de dança desde 1980. Em 1990 abriu os Laboratórios de Composição e em 1993 o Espaço Experimental (espaço quinzenal para mostra e debate de trabalhos artísticos) e as 100h de Conversa (espaço mensal para conversas abertas sobre Arte, Ciência e Comunidade), áreas chave para a criação do c.e.m – centro em movimento (1997). Tem ensinado, apresentado o seu trabalho coreográfico e participado em conferências e debates por todo o país e no estrangeiro. Acompanha percursos artísticos e tem investido intensivamente no trabalho junto de populações diversas e na relação entre Corpo e Cidade. Membro fundador da APPD e da REDE– Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea- tem sido parte activa de grupos de análise e reflexão política.

http://www.c-e-m.org/




Não deixe de conhecer os oradores que farão parte desta conferência!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A Culturgest convida !!

De que forma os museus e os centros culturais estão a lidar com as exigências e as necessidades dos seus públicos?
A emancipação dos públicos é verdadeiramente promovida ou é sobre a falta dela que se constrói a mediação cultural na actualidade?
Que grau de partilha e de participação é solicitado aos públicos dos museus?
Onde começa a prática artística com comunidades e termina a mediação cultural?
É o mediador cultural um agente isento e transparente?
Será que partilha com os seus públicos dúvidas ou, na maior parte das vezes, já tem as respostas?

Estas e muitas outras perguntas! Estarão presentes na Conferência Internacional de 2011, na Culturgest, nos dias 13, 14 e 15 de Dezembro! Em nome das artes ou em nome dos públicos?
Sem deixar de indagar mas sem respostas à vista, a Culturgest convidou artistas, filósofos, críticos e profissionais de museus de diferentes países para, em conjunto com o público, reflectirem sobre a importância e a validade da mediação cultural nos espaços museológicos da actualidade. Como tema central de discussão de cada dia, foram escolhidos os conceitos de equipa, ética e erro.

Às equipas nos museus, deve-se o reconhecimento de serem a alma comunicante da maior parte das instituições. À ética, a reflexão constante sobre as formas de captação e comunicação com os públicos. Ao erro, o privilégio da aprendizagem e do crescimento constantes.

Uma vez que a Culturgest acredita na riqueza da comunicação sem rede, decidiram arriscar e apresentam durante três dias vários debates ao público, mesas redondas com um só porta-voz, speed meetings e workshops dirigidos por artistas.


How do museums deal with their audiences’ needs? How much are they called upon to participate and share? Where does artistic practice with communities begin and where does cultural mediation end? Are cultural mediators impartial agents or does their presence affect the interpretation of the objects? We have invited artists, philosophers, art critics and museum professionals to discuss for three days (in debates, round table discussions, speed meetings and workshops) on the importance of cultural mediation in present-day museums.